quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Desenhos assustadores 3D

Esses desenhos são do Ilustrador chileno Wladimir Inostroza, conhecido como Fredo.
Perfeitamente desenhados com a impressão de terem vida própria.
Se quiser conferir mais trabalhos dele entre em seu DeviantArt.



Via Abduzeedo.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Elvis Presley em Vetor


Esse Elvis Presley foi feito no Illustrator CS5, usando as ferramentas caneta (Pen Tool) e o lápis (Pencil Tool). Foi feito numa vetorização simples, por camadas, cada camada uma cor, uma sombra.
Primeiro as cores principais na primeira camada, e assim nas camadas seguintes as sombras e por ultimo as luzes.. e o resultado foi esse.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Entrevista com Everaldo Coelho




Everaldo Coelho é um dos maiores ícones do design lá fora, desde que eu vi os ícones de Cristal me tornei fã, ainda mais quando descobri que ele era Brasileiro. Everaldo tem trabalhado com ícone e interface por quase uma década, agora depois de ter fundado seu próprio estúdio de design ele dedicidiu que era necessário ir mais fundo e entrou pra a equipe de Design da Apple.

Fabio (Sasso) teve a chance de encontrá-lo em San Francisco Outubro passado e conversou um pouco com ele.

Você pode começar nos contando sobre sua formação/educação, onde você estudou, que cursos você fez, ou é autodidata?
Eu sou apaixonado por humanas. Desde cedo eu gos
tava de psicologia, especialmente psicanálise. Também comecei a estudar Teologia, mas eu não completei o curso. Eu tenho licenciatura em comunicação e design que me foi nada na minha experiência de trabalho, nunca fui a uma classe de design como estudante. Eu tive vários minicursos e workshops. Eu leio muito, e todos os dias.

O projeto Cristal te deu reconhecimento no mundo todo, certo? Você começou este projeto?
Sim, o cristal foi meu primeiro projeto sério em design de interface. O projeto se iniciou de forma muito simples, na verdade,nem mesmo como um projeto. Tudo o que eu queria era apenaspara personalizar o meu próprio desktop. Em 2000, eu me familiarizei com o Linux e logo depois em 2001 eu tenho umtrabalho no departamento de marketing da Conectiva (agora Mandriva). Os caras do Conectiva gostavam deles e me motivou a continu
ar o projeto que chamei de Cristal. Eles mais tarde tornaram-se os ícones padrão do KDE, que na época era o mais popular interface gráfica para Linux.

E quanto ao ícone do design, que fez emergir do projeto de cristal? Conte-nos um pouco sobre essa história.
Em 1999 eu comecei o meu primeiro trabalho oficial como ilustrador de livros infantis sob a editora Dom Bosco, em Curitiba. Não fui apresentado a um PC pela primeira vez e uma das minhas primeiras perguntas foi: "como faço para mudar este ícone amarelo?" Eu estava me referindo ao ícone da pasta Windows 95. Mais tarde, "ícone amarelo" tornou-se o nome do meu estúdio. Enfim, eu "brinquei" com ícones antes, mas era realmente com o Crystal que se tornou um trabalho sério.


Qual é o seu método de trabalho para um projeto de ícones? Você começa com alguns desenhos à mão livre? Quais os programas que você mais usa?
A parte mais importante de um ícone é a metáfora, e encontrar uma metáfora apropriada é, naturalmente, o primeiro passo. O próximo passo é criar um esboço simples. Costumávamos fazer isso com lápis sobre papel ou no Adobe Illustrator, mas agora Yellow iPads comprou para todos os criadores e usamos Adobe Ideas para isso. Depois chegamos a uma idéia conceitual, uma prévia é enviada para o cliente e uma vez aprovado nós vamos para a renderização final. Normalmente,os ícones em vetor no Illustrator e retocar no Photoshop. Recentemente eu estive testando desenhar os vetores reais diretamente no Photoshop, mas não estou certo de que este é um bom método. Eu também tenho testado o esboço na Pixelmator mas ainda é cedo para dizer o que penso.

E sua rotina diária, você acorda cedo, dorme tarde, faz algum esporte? Como organizar outras atividades junto com o trabalho durante a semana?
Morei em Londres por alguns meses, voltei ao Brasil a pouco, e agora estou me mudando para a Califórnia (eu estou dando esta entrevista no avião). Eu também estou deixando Yellow para se juntar à equipe de designers da Apple. Devido a todas essas mudanças, a minha rotina diária é, digamos, "confusa". Eu fazia musculação até três meses atrás e agora pretendo começar a voltar em San Francisco. Eu preciso perder peso. :D

Nós conhecemos de outros grandes artistas que trabalham com ícones, como John Hicks. Você gosta de seu trabalho? E quais são os outros designers que você admira?
John Hicks faz um trabalho fantástico, eu sou um fã dele. também muitos outros, mas eu prefiro evitar citar nomes para não correr o risco de ser injusto. Yellow tem alguns dos melhores designers que já tive o prazer de conhecer, e agora na Apple que conheci alguns caras realmente fantástico também. Também estou impressionado com alguns designers russos que eu vi no drible. Na verdade, o que está acontecendo na Rússia? Esses caras são incríveis! :)

E, finalmente, você está feliz com seu trabalho e com o que você faz? E como isso é importante em sua vida?
Eu amo meu trabalho, muito! Eu me sinto como um cara realmente abençoado por fazer o que gosto e ainda ser pago por isso. Tento dar valor as coisas que eles merecem. Eu não sou mais jovem e depois de algum tempo você aprende que as coisas que realmente têm valor na vida não são coisas em verdade em tudo.




Entrevista na íntegra e em inglês / Full interview in english.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Brincando com vetores

Pra quem ainda não sabe ou conhece o vetor, é um tipo de imagem gerada a partir de descrições geométricas de formas, diferente das imagens chamadas mapa de bits. Uma imagem vetorial normalmente é composta por curvas, elipses, polígonos, texto, entre outros elementos, isto é, utilizam vetores matemáticos para sua descrição. Em um trecho de desenho sólido, de uma cor apenas, um programa vetorial apenas repete o padrão, não tendo que armazenar dados para cada pixel. Vamos ao que um vetor pode fazer. Let's Go!










É só soltar sua imaginação.







quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pode ser do design gráfico a culpa pelo fracasso ou sucesso de uma publicação? Parte 1

Por Márcia Okida

O design gráfico como elemento de linguagem editorial.


O design gráfico é uma das mais importantes linguagens de comunicação existentes em uma página de jornal ou revista. Por que uma linguagem explicitamente gráfica seria um dos objetos principais de construção e transmissão de uma mensagem, em uma mídia composta, basicamente, por textos jornalísticos? Não seria por isso, talvez, que muitas revistas e jornais não duram mais do que algumas poucas edições logo após o seu lançamento? Não seria o design gráfico um dos principais responsáveis pelo fracasso editorial de um jornal ou revista? Responsável também pela falta de identificação e comunicação direta com seu público?

Sim. O design gráfico é responsável por grande parte do sucesso ou do fracasso de uma publicação. Com certeza, nesse momento, muitas pessoas podem estar "mal-dizendo" o que afirmo acima. Mas é do design gráfico grande parte da responsabilidade de uma perfeita comunicação entre um impresso e seu público.

A forma gráfica de uma página tanto pode afastar como aproximar o veículo de seu leitor. Pode, também, causar ruídos de leitura, má compreensão, cansar a vista, conduzir a leitura de uma forma errada etc. O modo como uma página, seja ela de jornal ou revista, é composta graficamente deve estar em sincronia com diversos fatores editoriais como, por exemplo:

  • ordem de leitura das matérias;

  • facilidade de percepção do conteúdo explícito na página;

  • rapidez na transmissão da informação;

  • facilidade na localização de assuntos;

  • melhor entendimento da reportagem.

Assim como a composição gráfica pode ajudar a construir pode, também, destruir o conjunto editorial. Um bom projeto gráfico editorial é aquele que conduz os olhos dos leitores sem se tornar o elemento principal daquela página. Sem interferir na qualidade da leitura. As imagens, o tamanho das fontes tipográficas, a posição de títulos, retículas, boxes, fios, enfim, todos os elementos visuais devem ser perfeitamente pensados e posicionados com o objetivo de atender a uma necessidade editorial.

Esse conjunto gráfico deve ser o espelho de um determinado tipo de público para o qual aquelas matérias estão sendo feitas, principalmente no caso de revistas segmentadas. A busca de um equilíbrio entre a informação visual e a informação textual, um design que não se imponha às vistas de seu público gritando suas formas e cores, deve ser a finalidade principal do designer gráfico no momento do desenvolvimento de seu trabalho.

Mas esse "design invisível" que comunica com perfeição e que leva os olhos do leitor pelos caminhos desejados por um editor sem se tornar a força maior da página, não é algo fácil ou simples de ser alcançado. Existem vários elementos de construção gráfica que devem ser observados no momento da criação de um projeto ou na hora da sua diagramação. São eles:

Geometrização

Deve-se privilegiar os pontos de visão direta e visão periférica com as informações principais da matéria. A fotografia tem uma grande importância no traçado geométrico de uma página. Os olhos das pessoas caminham pela página de acordo com a força visual de cada elemento apresentado na diagramação. Esse traçado geométrico feito, inconscientemente, pelos olhos transmite ao cérebro informações de caráter sinestésico, além de facilitar ou dificultar o entendimento geral.

Gestalt

O contraste entre "figura e fundo" do conjunto gráfico. O equilíbrio entre áreas com e sem informação deve ser bem observado. Esses espaços em branco funcionam como área de respiro para uma página ajudando o ritmo de leitura. Essas áreas de descanso visual devem ser usadas de acordo com a necessidade editorial de um assunto, além de representar os anseios estéticos de um determinado público. Faixa etária, sexo, nível social e cultural, além dos assuntos a serem abordados, podem indicar como essas áreas de respiro devem ser usadas, em que quantidade e onde.


continua..

terça-feira, 1 de junho de 2010

10 coisas que todo Designer deve saber

Confira abaixo 10 dicas essenciais para quem trabalha ou pretende trabalhar com design. Os conselhos foram inspirados num texto semelhante do arquiteto norte-americano Michael McDonough, publicado originalmente na The Architect's Newspaper.

1. Talento não é tudo
Talento é importante em qualquer profissão, mas também não é garantia de sucesso. Trabalho duro e sorte são fatores igualmente essenciais. Na verdade, se você não é muito talentoso, pode ainda se dar bem se investir nos outros dois fatores - não me pergunte como investir na sua sorte, tente uma oração.

2. A maior parte do trabalho é um saco

Na faculdade pode parecer que todo o trabalho do designer é super-legal. Já na vida real, na maioria do tempo temos que mexer com papelada, rascunhar coisas chatas, checar fatos, negociar, vender, juntar dinheiro, pagar taxas, e por aí vai. Se você não aprender a gostar do trabalho chato, nunca terá sucesso.

3. Se tudo é igualmente importante, então nada é realmente importante
Quais dessas máximas um designer deve seguir: "não se atenha apenas aos detalhes" ou "Deus está nos detalhes"? A palavra de ordem deve ser hierarquia. Tudo é importante, sim. Mas algumas coisas são mais do que outras.

4. Não pense demasiadamente num problema
Designers são obsessivos por natureza. Não tente prolongar ou complicar um problema quando você já tiver a solução. Bola para frente!

5. Comece com o que você sabe
Na língua do design isso significa "desenhe o que você sabe". Comece pelo começo: coloque no papel, ou tela, aquilo que você sabe e compreende. Depois, trabalhe sobre o que desconhece, resolvendo as questões complexas e removendo-as uma por uma. Todo designer deveria seguir esse princípio.

6. Não esqueça seu objetivo
Estudantes e jovens designers geralmente encontram soluções brilhantes para os problemas, mas na seqüência acabam perdendo o foco e despendendo esforços em vão. Um pensamento original é um presente dos deuses, principalmente quando você se atém a seu objetivo.

7. Equilibre seu ego
Excesso de confiança é tão prejudicial quanto baixa auto-estima. Seja humilde ao lidar com um problema. Identifique e aceite sua ignorância. Não abuse de seu poder de criar coisas, nem subestime suas dificuldades, caso contrário você poderá ser surpreendido - e não será uma surpresa agradável.

8. Defenda suas idéias ou "de boas intenções o inferno está cheio"
Inovação e idéias brilhantes vão contra a natureza do contrato social. Para que elas sejam bem-sucedidas você terá que defendê-las e terá que envidar grandes esforços. Entretanto, a maioria fracassa. Prepare-se para trabalhar duro, prepare-se para falhar algumas vezes e também para ser rejeitado. O trabalho do designer tem muito em comum com as artes marciais: assim como um judoca no tatame, você nunca deve subestimar seu oponente. E se você acredita na excelência e na criatividade, seus oponentes serão inúmeros.

9. Resultado
Não importa o quão eficaz são suas habilidades diante de um computador, o quão brilhante é a sua escrita ou o quão excepcional qualquer habilidade sua é; se você não conseguir vinculá-las ao resultado, basicamente elas não existirão. Resultados. Lembre-se disso: vincule suas habilidades aos resultados.

10. O resto do mundo é importante
Se você espera realizar alguma coisa em sua vida, você vai inevitavelmente precisar de todas aquelas pessoas que você odiava no colegial e na faculdade. Um terno não faz de você um gênio. Não importa o quão espetacular é o seu design: alguém terá que construir ou manufaturar a peça para você. Alguém terá que assegurá-la. Alguém terá que comprá-la. Respeite todas essas pessoas. Afinal, você precisa delas.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cadê a criatividade que estava aqui?

Por Vanessa Mazza


Todos nós podemos experimentar um bloqueio criativo de vez em quando. O único problema é que ele geralmente nos acomete nos momentos em que mais precisamos de criatividade. Entretanto, depois que ele acontece, o único jeito é dar um tempo e permitir que a mente volte a funcionar naturalmente, já que não há nada mais infrutífero do que ficar insistindo até entrar em parafuso. Por isso, resolvi trazer aqui dicas para evitar estes bloqueios e minimizar os problemas gerados por eles.


Quando estamos "fluindo em ideias", por assim dizer, ficamos tão produtivos, que no fim usamos uma quantidade muito pequena delas e o resto se perde em nossa memória. Por isso, se na medida em que for tendo ideias, você for anotando-as, com certeza nos momentos de crise poderá simplesmente resgatá-las e utilizá-las.

Se preenchermos nossas vidas e mentes com boas referências, fica mais simples manter a criatividade em alta.

Exercitar-se também traz enormes benefícios. Acalma o corpo e a mente, lhe devolve a conexão com a Natureza. Além disso, ajuda você a colocar as ideias em ordem e a melhorar sua capacidade de observação.

Não se contente em fazer as coisas sempre do mesmo jeito. Busque pela inovação, pela diversidade. Tente novas formas, experimente, sugira. Fazer as coisas de maneira automática pode acabar nos embrutecendo.

Não existe nada mais destruidor para a criatividade do que a insegurança. Como ser verdadeiramente criativo, se duvidamos o tempo toda da nossa própria capacidade? Fique firme e aumente sua confiança pessoal. A tendência será ousar mais e, consequentemente, ser ainda mais capaz de criar.

Não dá para bancar o super-homem ou a super-mulher. É preciso buscar sempre pelo equilíbrio e serenidade. Portanto, sempre que tiver oportunidade, tire uns dias de folga, viaje, curta a família, passeie com amigos, durma até mais tarde. Evite viver exclusivamente em função do trabalho.

Muitas vezes fazer as coisas no mesmo ambiente nos torna mais apáticos. Por isso, por que não trabalhar num parque ou numa cafeteria de vez em quando? Ou na praia? Ou num sofá? Experimente!

Nossos amigos são sempre fontes de novidades, pois visualizam o mundo com outros olhos. Imagine a quantidade de histórias, referências, pontos de vista que eles não podem trazer para o seu dia-a-dia? Além disso, com um bom networking, você sempre poderá contar com alguém num momento de desespero.

Quem não gosta de música? Recolha seus artistas preferidos e os escute toda vez que precisar relaxar.

Não pense que já sabe de tudo. Existe ainda muita coisa a aprender, vindo dos mais diferentes tipos de pessoas. Assistir palestras pode proporcionar aprendizados rápidos e lhe estimular a buscar mais informações sobre assuntos até então desconhecidos para você. Além disso, a vivência e experiência de outras pessoas é sempre motivadora.