




























O design gráfico é uma das mais importantes linguagens de comunicação existentes em uma página de jornal ou revista. Por que uma linguagem explicitamente gráfica seria um dos objetos principais de construção e transmissão de uma mensagem, em uma mídia composta, basicamente, por textos jornalísticos? Não seria por isso, talvez, que muitas revistas e jornais não duram mais do que algumas poucas edições logo após o seu lançamento? Não seria o design gráfico um dos principais responsáveis pelo fracasso editorial de um jornal ou revista? Responsável também pela falta de identificação e comunicação direta com seu público?
Sim. O design gráfico é responsável por grande parte do sucesso ou do fracasso de uma publicação. Com certeza, nesse momento, muitas pessoas podem estar "mal-dizendo" o que afirmo acima. Mas é do design gráfico grande parte da responsabilidade de uma perfeita comunicação entre um impresso e seu público.
A forma gráfica de uma página tanto pode afastar como aproximar o veículo de seu leitor. Pode, também, causar ruídos de leitura, má compreensão, cansar a vista, conduzir a leitura de uma forma errada etc. O modo como uma página, seja ela de jornal ou revista, é composta graficamente deve estar em sincronia com diversos fatores editoriais como, por exemplo:
ordem de leitura das matérias;
facilidade de percepção do conteúdo explícito na página;
rapidez na transmissão da informação;
facilidade na localização de assuntos;
melhor entendimento da reportagem.
Assim como a composição gráfica pode ajudar a construir pode, também, destruir o conjunto editorial. Um bom projeto gráfico editorial é aquele que conduz os olhos dos leitores sem se tornar o elemento principal daquela página. Sem interferir na qualidade da leitura. As imagens, o tamanho das fontes tipográficas, a posição de títulos, retículas, boxes, fios, enfim, todos os elementos visuais devem ser perfeitamente pensados e posicionados com o objetivo de atender a uma necessidade editorial.
Esse conjunto gráfico deve ser o espelho de um determinado tipo de público para o qual aquelas matérias estão sendo feitas, principalmente no caso de revistas segmentadas. A busca de um equilíbrio entre a informação visual e a informação textual, um design que não se imponha às vistas de seu público gritando suas formas e cores, deve ser a finalidade principal do designer gráfico no momento do desenvolvimento de seu trabalho.
Mas esse "design invisível" que comunica com perfeição e que leva os olhos do leitor pelos caminhos desejados por um editor sem se tornar a força maior da página, não é algo fácil ou simples de ser alcançado. Existem vários elementos de construção gráfica que devem ser observados no momento da criação de um projeto ou na hora da sua diagramação. São eles:
Deve-se privilegiar os pontos de visão direta e visão periférica com as informações principais da matéria. A fotografia tem uma grande importância no traçado geométrico de uma página. Os olhos das pessoas caminham pela página de acordo com a força visual de cada elemento apresentado na diagramação. Esse traçado geométrico feito, inconscientemente, pelos olhos transmite ao cérebro informações de caráter sinestésico, além de facilitar ou dificultar o entendimento geral.
O contraste entre "figura e fundo" do conjunto gráfico. O equilíbrio entre áreas com e sem informação deve ser bem observado. Esses espaços em branco funcionam como área de respiro para uma página ajudando o ritmo de leitura. Essas áreas de descanso visual devem ser usadas de acordo com a necessidade editorial de um assunto, além de representar os anseios estéticos de um determinado público. Faixa etária, sexo, nível social e cultural, além dos assuntos a serem abordados, podem indicar como essas áreas de respiro devem ser usadas, em que quantidade e onde.
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Na faculdade pode parecer que todo o trabalho do designer é super-legal. Já na vida real, na maioria do tempo temos que mexer com papelada, rascunhar coisas chatas, checar fatos, negociar, vender, juntar dinheiro, pagar taxas, e por aí vai. Se você não aprender a gostar do trabalho chato, nunca terá sucesso.
3. Se tudo é igualmente importante, então nada é realmente importante
Quais dessas máximas um designer deve seguir: "não se atenha apenas aos detalhes" ou "Deus está nos detalhes"? A palavra de ordem deve ser hierarquia. Tudo é importante, sim. Mas algumas coisas são mais do que outras.
4. Não pense demasiadamente num problema
Designers são obsessivos por natureza. Não tente prolongar ou complicar um problema quando você já tiver a solução. Bola para frente!
5. Comece com o que você sabe
Na língua do design isso significa "desenhe o que você sabe". Comece pelo começo: coloque no papel, ou tela, aquilo que você sabe e compreende. Depois, trabalhe sobre o que desconhece, resolvendo as questões complexas e removendo-as uma por uma. Todo designer deveria seguir esse princípio.
6. Não esqueça seu objetivo
Estudantes e jovens designers geralmente encontram soluções brilhantes para os problemas, mas na seqüência acabam perdendo o foco e despendendo esforços em vão. Um pensamento original é um presente dos deuses, principalmente quando você se atém a seu objetivo.
7. Equilibre seu ego
Excesso de confiança é tão prejudicial quanto baixa auto-estima. Seja humilde ao lidar com um problema. Identifique e aceite sua ignorância. Não abuse de seu poder de criar coisas, nem subestime suas dificuldades, caso contrário você poderá ser surpreendido - e não será uma surpresa agradável.
8. Defenda suas idéias ou "de boas intenções o inferno está cheio"
Inovação e idéias brilhantes vão contra a natureza do contrato social. Para que elas sejam bem-sucedidas você terá que defendê-las e terá que envidar grandes esforços. Entretanto, a maioria fracassa. Prepare-se para trabalhar duro, prepare-se para falhar algumas vezes e também para ser rejeitado. O trabalho do designer tem muito em comum com as artes marciais: assim como um judoca no tatame, você nunca deve subestimar seu oponente. E se você acredita na excelência e na criatividade, seus oponentes serão inúmeros.
9. Resultado
Não importa o quão eficaz são suas habilidades diante de um computador, o quão brilhante é a sua escrita ou o quão excepcional qualquer habilidade sua é; se você não conseguir vinculá-las ao resultado, basicamente elas não existirão. Resultados. Lembre-se disso: vincule suas habilidades aos resultados.
10. O resto do mundo é importante
Se você espera realizar alguma coisa em sua vida, você vai inevitavelmente precisar de todas aquelas pessoas que você odiava no colegial e na faculdade. Um terno não faz de você um gênio. Não importa o quão espetacular é o seu design: alguém terá que construir ou manufaturar a peça para você. Alguém terá que assegurá-la. Alguém terá que comprá-la. Respeite todas essas pessoas. Afinal, você precisa delas.
Se preenchermos nossas vidas e mentes com boas referências, fica mais simples manter a criatividade em alta.
Exercitar-se também traz enormes benefícios. Acalma o corpo e a mente, lhe devolve a conexão com a Natureza. Além disso, ajuda você a colocar as ideias em ordem e a melhorar sua capacidade de observação.
Não se contente em fazer as coisas sempre do mesmo jeito. Busque pela inovação, pela diversidade. Tente novas formas, experimente, sugira. Fazer as coisas de maneira automática pode acabar nos embrutecendo.
Não existe nada mais destruidor para a criatividade do que a insegurança. Como ser verdadeiramente criativo, se duvidamos o tempo toda da nossa própria capacidade? Fique firme e aumente sua confiança pessoal. A tendência será ousar mais e, consequentemente, ser ainda mais capaz de criar.
Não dá para bancar o super-homem ou a super-mulher. É preciso buscar sempre pelo equilíbrio e serenidade. Portanto, sempre que tiver oportunidade, tire uns dias de folga, viaje, curta a família, passeie com amigos, durma até mais tarde. Evite viver exclusivamente em função do trabalho.
Muitas vezes fazer as coisas no mesmo ambiente nos torna mais apáticos. Por isso, por que não trabalhar num parque ou numa cafeteria de vez em quando? Ou na praia? Ou num sofá? Experimente!
Nossos amigos são sempre fontes de novidades, pois visualizam o mundo com outros olhos. Imagine a quantidade de histórias, referências, pontos de vista que eles não podem trazer para o seu dia-a-dia? Além disso, com um bom networking, você sempre poderá contar com alguém num momento de desespero.
Quem não gosta de música? Recolha seus artistas preferidos e os escute toda vez que precisar relaxar.
Não pense que já sabe de tudo. Existe ainda muita coisa a aprender, vindo dos mais diferentes tipos de pessoas. Assistir palestras pode proporcionar aprendizados rápidos e lhe estimular a buscar mais informações sobre assuntos até então desconhecidos para você. Além disso, a vivência e experiência de outras pessoas é sempre motivadora.